Bom dia!  Segunda 06/09/2010 09:57
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COLUNISTA - SERMÃO DO SERRA, por Getulio Cardozo

17/07/2010, Sábado – Bem aventurados os pedágios, pois deles serão todas as estradas. 

Bem aventurada a TV Globo, Veja, Folha de São Paulo, pois serão chamadas filhas do Serra. 

Bem aventurado o capital financeiro, pois herdará o Brasil. 

Bem aventurada a U.E.A., pois dela será o reino brasileiro. 

Bem aventuradas as privatizações, pois delas serão a Petrobrás e a Caixa econômica Federal. 

Bem aventurados sois banqueiros, quando vos injuriarem e vos perseguirem e mentindo, disserem todo mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e regozijai-vos, porque será grande a vossa recompensa em meu governo, pois foi assim que perseguiram o Fernando Henrique Cardoso que veio antes de mim.

COLUNISTA – Carta ao Povo Brasileiro, texto de Getulio Cardozo

12/07/2010, Segunda - Posso afirmar com minha serenidade de desencarnado que Serra será o próximo presidente da república e haverá um outro Brasil. Alguns espíritos de empresários estão ansiosos por esse momento, pois as privatizações chegarão até o além, onde ninguém é dono de nada, sendo essas terras espirituais uma espécie de Cuba, o que nos causa indignação por não termos o que administrar, não obstante termos experiência no negócio, tornando-se assim o além uma espécie de estado de quebradeira.

   
COLUNISTA - Ao poeta Roberto Piva que morreu esse sábado em São Paulo, autor de Paranóia. Poema de Getulio Cardozo

ROBERTO PIVA 

Getulio Cardozo 

Recuso pegar na alça
de seu caixão, terrible enfant,
não subjugarei com luto sua flama,
seus passos rumo às barricadas.
Não entristecerei seu gesto rebelde. 

Pegarei sua bandeira
que a morte atirou na sarjeta.
Arriscarei na madrugada um palpite:
você seguiu com o cigarro aceso
em direção ao bordel da Lapa
acompanhado do Arcanjo
com taco de snooker ,
escravo da magia dos espelhos. 

Você, terrible enfant,
é a paisagem noturna de São Paulo,
o saltimbanco que me falta na alma,
o moço caminhado na ferrovia deserta. 

A luta pela vida, a piedade,
a justiça, não entram em suas noites
de bebedeira. Vi você, vi o mundo,
vi suas adolescentes libertas do internato. 

No ar da tarde de Sodoma
achei sua voz desgrenhada,
sem arrependimentos,
o gim, a imaginação, as tocas
dos vadios. 

Boa hora para partir
na insone chuva,
deixando de taxi essa prisão.

COLUNISTA – O Velório do PSDB, texto de Getulio Cardozo

29/06/2010, Terça - Só resta para a imprensa tucana noticiar o dia e a hora do velório do PSDB. O cheiro do defunto deve ter chegado em nossa cidade, obrigando a tucanada a erguer vôo para silvar em outras torres. Se algum órgão de imprensa insistir na carreira de cabo eleitoral de Serra, como tem ocorrido em Mococa, merece nossa admiração e respeito, pois não é fácil advogar a favor de uma causa perdida.  

   
COLUNISTA – Essa crônica não é minha, texto de Getulio Cardozo

24/06/2010, Quinta - Temos lido neste semanário alguns conceitos ultrapassados, como esquerda, direita, burguesia, capitalismo, socialismo, etc. Parece que não tem cura essa doença do comunismo e que teimam em ofender os Estados Unidos, nosso país irmão, símbolo da liberdade e da paz. O que querem esses vermelhos defendendo a corja do MST, que querem tomar terra de honrados latifundiários? Vejam os calos nas mãos dos latifundiários! Conseguiram suas terras pelejando no cabo da enxada, derramando o suor, enfrentando saúva. Ademais, a propriedade é um direito estabelecido por Deus, para premiar os seus escolhidos: aquelas pessoas que vão usufruir dos bens desse mundo e permanecerem com o coração puro.

   
COLUNISTA – A imprensa tem que ser nós, por Getulio Cardozo

16/06/2010, Quarta - Para o Ricardo, autor de O Domesticador de Silêncios 

Levar a notícia numa lata até o amigo na esquina,
por a denúncia na sala do consultório médico,
porque a imprensa tem que ser nós. 

Arrancar com as mãos os fatos da terra,
derrubar paredes para descobrir quem somos,
porque a imprensa tem que ser nós. 

Rasgar os grandes jornais na porta do vizinho,
telefonar toda semana para o amigo de esquerda,
porque a imprensa tem que ser nós. 

Se for preciso seja inconveniente na defesa
dos palestinos, das ocupações do MST,
porque a imprensa tem que ser nós. 

Abra uma cova e diga que lá dentro é o latifúndio,
e que a caveira é a velha direita,
porque a imprensa tem que ser nós.   

Escreva no muro que está desempregado,
depressivo e que não quer mais olhar o mundo,
porque a imprensa tem que ser nós. 

Diga pela voz dos sinos
que falam do alto das torres,
porque a imprensa tem que ser nós. 

Se achar a notícia na calçada
pegue e passe para frente,
porque a imprensa tem que ser nós.

COLUNISTA – Tempo de erguer bandeiras, texto de Getulio Cardozo

08/06/2010, Terça - Tem gente que não gosta do debate político e quer transformar esse jornal numa conversa fiada de fim de tarde, espécie de bate-papo de madame. Aliás, o que mais se vê em blog e site é o debate despolitizado, como se a raça do cãozinho ou a tintura do cabelo fosse mais importante que a crise do capitalismo.

   
COLUNISTA – O Estado Criminoso de Israel, texto de Getulio Cardozo

02/06/2010, Quarta - O ataque ao comboio com ajuda humanitária revela que o Estado de Israel se julga acima das leis internacionais, constituindo-se uma espécie de entidade divina que a seu bel prazer pode derramar sua taça de cólera sobre o planeta. Israel se tornou o paradigma do terrorismo de direita, espécie de cão de guarda dos Estados Unidos no Oriente Médio, cometendo todo tipo de atrocidades contra o povo palestino sob o manto de um Deus que somente existe na cabeça daqueles assassinos de guerra.                  

Israel é muito mais que um  Estado, pois tornou-se o símbolo da opressão do poder, de uma elite que se imagina eleita por Deus. Israel é o símbolo bíblico do dominador, do diabo exibindo a glória de Deus, espécie de excremento do Estado moderno. Todos os homens inteligentes, sensíveis, amantes da arte, têm que escrever nem que for uma linha contra os atentados desses terrorista de direita. Nem se for para escrever e atirar nas águas de um rio. Não é preconceito contra o povo judeu, que tem uma história de homens extraordinários que legaram sua sabedoria para a humanidade. Mas o combate a bandidos agindo em nome de Deus, transformando seus irmãos palestinos em animais encurralados, cometendo atentados com a proteção de Washington. 

Getulio Cardozo é advogado, poeta e artista plástico. cardozotata@hotmail.com

COLUNISTA – Belas tardes de domingo, texto de Getulio Cardozo

26/05/2010, Quarta - Viajando no tempo, da adolescência até agora, percebo que algumas coisas nunca mudam em Mococa, como é o caso das tardes de domingo: o vazio sob um céu azul, os casarões como sentinelas imóveis ao redor da praça da matriz, o teatro eternamente fechado, um cachorro que parece o último sobrevivente de uma catástrofe. Duas cidades ocupando o mesmo espaço: uma paroquial, arcaica, sonolenta, despovoada e outra com a meninada ligada no videogame, com aquela alegria pueril de nosso tempo, com os jovens geralmente encontrando nas drogas e na bebida a única maneira de transcender a dura realidade.

   
COLUNISTA – Manifesto de apoio ao Diário de Mococa, texto de Getulio Cardozo, texto de Getulio Cardozo e Luzia Oiticica da Cruz

25/05/2010, Terça - Caro amigo Ricardo, as ameaças ao seu jornal não passam dos últimos estertores da direita, hoje representada pelo PSDB e o DEM. Aqui em Mococa, essa direita tem sua vertente provinciana na administração pública com a restauração do império dos coronéis e caçadores de bugre, quando o argumento era o trabuco. É a direita calvinista, que olha com desconfiança o diferente, que querem nos colonizar com o credo tucano, cujos representantes se imaginam monarcas (versão odiosa do bonapartismo caipira).  

É a turma que sairia na praça com urras e fogos caso um golpe militar nos conduzisse novamente aos braços da CIA, que desejam no calabouço as lideranças populares, que reproduzem em suas conversas de fim de tarde os clichês da grande mídia. 

Portanto, caro Ricardo, a coisa está mudando e logo a turma do cala-a-boca (essa versão do coronel midiático) engrossará a espécie dos dinossauros. Se o seu jornal agüentar o tranco mais uns anos, publicará artigo sobre uns homens peludos, que criticavam com grunhidos o seu jornal.  

Getulio Cardozo e Luzia Oiticia da Cruz

COLUNISTA – Um mocoquense na corte, texto de Getulio Cardozo

22/03/2010, Segunda - Saiu domingo no semanário A Colônia a seguinte queixa de um mocoquense à Sua Alteza Dom Serra de Azarão: ElRey, a colônia de Mococa mesmo sem prata nem nhuuma coussa de metal, nela ata agora foi representada por membros da nobreza local, prefeitos com sangue de Doiro e Minho e de aquel muy nombrado direitona.

   
COLUNISTA – Mocinhos e Bandidos, texto de Getulio Cardozo
18/03/2010, Quinta - Que moral tem Folha de São Paulo, Estadão, Globo e outros jornais brasileiros em se apresentarem como defensores da democracia, se nos anos 60 e 70 se omitiram ou até apoiaram a ditadura militar no Brasil? Todos esses jornais se calaram em relação a escalada das ditaduras do cone sul, que assassinaram milhares de pessoas. O que fez Estadão, Folha, Globo quando agentes da ditadura assassinaram no DOI/CODI o jornalista Wladimir Herzog? Por que não combateram a Operação Bandeirantes como combatem um presidente eleito democraticamente como Hugo Chaves?
   
COLUNISTA – Feudos da Cultura, por Getulio Cardozo

04/03/2010, Quinta - Numa cidade que historicamente tem uma cultura institucionalizada, em que a burocracia dos feudos culturais da municipalidade se impôs sobre a criatividade, o  trabalho do professor Maycon em projetar a obra literária do Washinton para além das sombras dos casarões, dando passagem para esse artista mocoquense sair do anonimato, é um fato inédito nessas terras. 

A burocracia deveria ser atirada pelas janelas em departamento de cultura, pois criatividade é transgressão, seja num conservador como Borges ou num ladrão como Jean Genet. Gente de perfil autoritária e com vocação para a burocracia deveria trabalhar como escrivão de polícia e não com cultura. Já ouvi da boca de uma burocrata desses feudos dizer que não gosta de intelectuais, mas de gente que não pensa. Esses espíritos acanhados e provincianos nunca dariam importância para uma obra como a do Washington, que com sua criatividade e manejo da língua é a estrela do momento e o professor Maycon quem primeiro viu essa estrela. 

O lançamento desse alpharrábio artesanal do Washington, de poucas páginas, é um marco histórico na província regrada pelos protocolos. E o artista sai das sombras não pelas mãos de algum barão assinalado, mas por aquilo que disse Fernando Pessoa: o que tem raiz um dia vai aparecer. 

Getulio Cardozo é advogado, artista plástico e poeta.

COLUNISTA – O Homem Invisível, texto de Getulio Cardozo (resposta a Salvador Benedetti)
18/02/2010, Quinta - Salvador Benedetti é a máscara de um mocoquense residente em São Paulo, possivelmente com 62 anos de idade, que dizem ter pertencido ao CCC ( Comando de Caça aos Comunistas) nos tempos da ditadura, que só não revelo o nome por não ter como provar. Vejo sua alma em seus textos. Nos anos 70 diziam que você era um delator, que trabalhava na assessoria do ministro Gama e Silva, que tinha contato direto no DOI, mas não acredito que tinha tanto poder. Entretanto, era próprio de você a dissimulação, chegando a criticar a Operação Bandeirantes num encontro que teve comigo no bar Paulicéia, quando eu trabalhava de revisor na Tribuna do Vale do Rio Pardo. Depois o Osmar Fátima me avisou que você era de direita, mas que queria se aproximar da turma do Formigão.

   
COLUNISTA - GENERAL BENEDETTI, texto de Getulio Cardozo
15/02/2010, Segunda - Senhor Benedetti, em tempos de indiferença o senhor estimula o debate político nesse jornal, nos arranca dos tolos assuntos cotidianos que o jornalismo de hoje está impregnado. Por essa razão te promovo a general e peço que encontre nessa crônica apenas a indignação de um subordinado, do recruta que não consegue se acomodar na hierarquia.

   
COLUNISTA – Os portões do cemitério se abrem em Mococa (resposta a Salvador Benedetti), texto de Getulio Cardozo

12/02/2010, Sexta - Desta vez os portões do cemitério abriram-se em Mococa para dar passagem ao senhor Salvador Benedetti, que deveria arrumar um emprego de coveiro para enterrar as múmias que existem em Mococa, esse caldo reacionário de uma elite falida que ainda cultua o golpe militar, tem horror a Chaves, Lula ou qualquer figura de líder popular.                   

Entretanto, os ossos se recompõem sob a terra e esses mortos-vivos voltam a subir ao púlpito, amaldiçoar a liberdade, olhar para o céu admirados com o vôo dos tucanos, pavimentando o caminho à presidência para aqueles que quase venderam esse país aos gringos e por mais de quinhentos anos deixaram o povo à margem da história. Mas pode ficar tranqüilo Dom Benedetti, porque a Dilma vai ganhar essas eleições e nunca mais haverá quartelada nesse país.

COLUISTA – PT DE MOCOCA:Sociedade Secreta, texto de Getulio Cardozo
04/02/2010, Quinta - Grande Luiz Otavio, o que você disse em seu artigo sobre o diretório do PT de Mococa muita gente já dizia e continua dizendo: quem é esse diretório? É alguma sociedade esotérica? Eu que não sou mais filiado ao PT estou em campanha para a Dilma, porque acredito que vai dar continuidade e até aprofundar as reformas do presidente Lula.

   
COLUNISTA – O Haiti que não existia, texto de Getulio Cardozo
18/01/2010, Segunda - A catástrofe no Haiti revela que o sentido da história está nas ranhuras, nas frinchas, onde tudo se manifesta de maneira precária. É um traço de giz à margem do que é mostrado e comentado, como os bêbados e as putas ficam à margem da cidade. Não é o que conhecemos, mas... o rastro que alguma coisa vai deixando nos muros, na folhinha da parede, nos retratos, nos livros velhos.

   
COLUNISTA - Direiiitaaa... marche!, texto de Getúlio Cardozo
28/12/2009, Segunda - Acho que foi Juan Carlos Onetti quem disse que o escritor deve pelo menos imitar o silêncio.  E o segredo da crônica talvez seja a omissão, não dizer tudo. Machado de Assis em seus textos apenas sugeria e o conto Missa do Galo é uma demonstração da eloqüência do silêncio. O excesso de informação fez da palavra uma vítima da comunicação. É o que  o dramaturgo francês Ionesco chamou de tagarelice do silêncio.

   
COLUNISTA - Da sucursal de Paris. O ASSUNTO DO DIA, por Getulio Cardozo

22/12/2009, Terça - Não esperava por essa aqui em Paris. O meu primo Getulio Cardozo acaba de me mandar um email dizendo que em Mococa o assunto do dia é o tucanômetro.  Diz que é uma coisa meio erótica, produz alucinações, etc. Um presente do governador Serra para Mococa. 

   
COLUNISTA – Rascunho para uma autobiografia, texto de Getulio Cardozo
17/12/2009, Quinta - Quando nasci minha mãe me soltou  à margem da vida como formiga, passarinho. Meu pai riscou com um toco de lápis o meu destino num canhoto de recibo. O livro é meu bicho de estimação desde criança e em Milagres surrupie o diário de um lobisomem. Minha mãe Dolores (era de pequena estatura, séria) bordou nos panos de prato versos para o meu gasto. Ser de esquerda, marxista, aprendi num guidão torto de bicicleta. No carrinho de rolimã rodei o mundo, dobrei a esquina da lua.
   
COLUNISTA – Com os Tucanos ninguém vai ao céu, texto de Getulio Cardozo
13/12/2009, Domingo - Pelo o que li no jornal A Mococa dessa semana, Educação é um problema que se resolve com calculadora, uma mera fórmula matemática, uma questão de contabilidade. Entretanto, a notícia não é de se espantar: esse é o jeito do PSDB governar, o seu estilo de caminhar. É a velha idéia da tucanagem de enxugar o Estado, do Estado anêmico e de barriga vazia. Essa turma vê o Estado como inimigo, daí a “privataria” no governo FHC.

   
BARBÁRIE AMBIENTAL – A Solidão da Terra, por Getúlio Cardozo

09/12/2009, Quarta - Se não me engano foi Althusser quem disse que a economia era a responsável pela infelicidade humana e meu amigo Washington diz que o capitalismo é o beco sem saída da humanidade. A rápida degradação ambiental do planeta confirma a urgência em se buscar uma alternativa fora do capitalismo. O capitalismo foi modelo em termos de desenvolvimento econômico, mas não civilizatório. Ouvi de um professor tucano ser possível uma terceira via, buscar um capitalismo mais humano. Eu lhe respondi que faz parte da lógica capitalista ser excludente, pois para alguns paises ganharem tem que explorarem outros.

   
COLUNISTA - Resposta à professora Mara Ghellere, texto de Getulio Cardozo
29/11/2009, Domingo - Querida professora Mara, nos tempos de colégio suas palavras ensinaram-me os primeiros vôos para a literatura e recebo suas críticas ao meu artigo como um puxão de orelha. Na verdade minhas crônicas não são mais que travessuras e só forço a pena quando a elite invejosa e golpista surge no recente horizonte de nossa democracia. Morro de medo dessa gente com ranço do udenismo que derrubou Getulio Vargas e colaborou nas manobras para o golpe de 64. São os mortos que ainda não foram sepultados e que querem terminar no trabuco com as lideranças populares, seja o MST ou o Lula.

   
COLUNISTA – Coveiros do Brasil, texto de Getulio Cardozo
26/11/2009, Quinta - Talvez só restaram essas duas figuras jurássicas a falar mal do presidente Lula: Chico Guerra e Fernando Henrique Cardoso. Num futuro distante, paleontólogos desenterrarão os cadáveres dos dois e dirão: “ esses dois foram peitudos! Enquanto mais de 70% do povo brasileiro aprovava a administração Lula, os dois desciam o pau!”
   
COLUNISTA – A mídia e o diabo, texto de Getulio Cardozo
05/11/2009, Quinta - Faz tempo, não lembro quem disse que para haver democracia seria preciso acabar com essa imprensa aí. Eu que sou visitante do çaite Carta Maior na internete sei o quanto Folha Tucano & Cia. deturpam a informação, principalmente quando se trata da Vezuela, Bolívia e outros governos populares que contrariam o interesse da gente branca, rica e que odeia os mestiços, índios, negros, miseráveis dessa nossa América.

   
COLUNISTA – Ricardo Flaitt participa de antologia poética, por Getulio Cardozo

28/07/2009, Terça - Acabo de receber de meu amigo Ricardo Flaitt a XV Antologia Poética, da Fundação Cultural Cassiano Ricardo, na qual ele participa com alguns de seus clássicos poemas, que se não me engano consta de seu belíssimo livro inédito de poemas O Domesticador de Silêncios. Luzia, minha esposa e admiradora do Ricardo, ficou encantada quando encontrou na antologia o poema Picadeiro, um poema que veio trazer brilho e sentido em alguns instantes da sua vida. “É o poema clássico do Ricardo!” Exclamou. Se lembro bem é um de seus primeiros poemas, da época em que a gente se conheceu e ele ainda usava cabelo comprido.                  

Não tenho dúvida de que Ricardo bebeu o vinho de Baco e que Orfeu colocou as mãos em sua cabeça. É um dos grandes poetas brasileiros.

COLUNISTA - Guimarães Rosa - GEOGRAFIA DA PALAVRA, texto de Getulio Cardozo
16/06/2009, Terça - A paisagem é um dos aspectos importantes da obra de Guimarães Rosa e merece um estudo à parte. Na obra do escritor mineiro a paisagem oscila entre a natureza e a fábula, não podendo ser explicada dentro de um naturalismo científico. Nos contos O Burrinho Pedrez e Conversa de Bois os Gerais se torna terra de encantamento e a narrativa tem a versão dos bichos.

   
COLUNISTA - Lobisomem da Província, texto de Getúlio Cardozo
A noite em Mococa é coisa de Lobisomem mesmo, pois a única alternativa noturna é comer (no bom sentido). O comércio para as pessoas consumirem aumenta, mas as atividades culturais é quase zero. Se o sujeito não fugir na bebida ou na religião pira.

   
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