19/01/2010, Terça - “Há de se reverenciar e defender especialmente as capelinhas toscas” (ANDRADE, Mario).
A compreensão do progresso esta motivada no delíquio da nossa sociedade como progenitor do desenvolvimento, depreciando o passado por meio do esquecimento das tradições, e a demolição de artefatos históricos, tais como: construções e objetos de valores culturais. A valorização e a conscientização da memória são de extrema magnitude para a permanência e a resistência de resquícios da nossa história, ou seja, o Patrimônio Histórico Artístico e Cultural. Deste modo o educando ao se contextualizar sobre a importância destes bens para a compreensão do seu passado, por conseguinte torna-se um agente ativo no propósito da manutenção e preservação da sua história, cabendo ao educador lhe instigar cada vez mais para conseguir transformar a mentalidade de uma sociedade com vícios tecnológicos.
O Hotel Brasil erguido no século XIX devido ao grande fluxo financeiro proveniente da alta expansão cafeeira no município de Mococa foi construído pelo então João Vita, genro do fazendeiro José de Souza Dias um dos fundadores de São João da Fortaleza (Arceburgo). A construção imponente tem características neoclássicas, porões altos, e ultimamente estava em estado de deteriorização.
A notícia de sua demolição é de causar uma dor imensa, assim como, uma perda extrema ao conjunto arquitetônico do riquíssimo sítio histórico de Mococa que é constantemente prejudicado pelas políticas públicas que o desvaloriza. A maior indignação não é com o proprietário do prédio, mas com o CONDEPHAT, que é ineficiente e retrógrado, pois presentemente em Mococa existem apenas dois prédios tombados, a Escola Barão de Monte Santo tombo estadual e a Igreja do Rosário tombo do município.
Gostaria de saber onde está o CONDEPHAT?
Mococa XX – I – MMX
Renato Granito é professor de História
E-mail: renatogranito@hotmail.com
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