11/12/2009, Sexta - No Diário de Mococa, um texto do Oliveiros pede a retificação da história da UMU. Eu já disse aqui, dia 9 de novembro, depois de receber uma mensagem do mesmo autor, muito parecida com o que foi publicado no DM, que sou interessado no assunto e que tentaria averiguar os detalhes do que o texto abaixo “corrige”.
Se a história do Oliveiros for confirmada, a UMU/SUM ganha um personagem que nenhum dos ex-presidentes que eu entrevistei para a realização do meu trabalho mencionou. A importância do “Baratinha” como idealizador da entidade estudantil em Mococa, que mais tarde tornou-se a União Mocoquense dos Universitários.
Nunca duvidei da veracidade do que diz o Oliveiros mas não consegui comprovar minimamente a data dos fatos nem tive a oportunidade de falar com o “Baratinha”.
Vale destacar que tentei contato com o atual prefeito Antônio Naufel (1º presidente) para checar a mensagem do Oliveiros, por meio do seu filho André Naufel, e estou no aguardo de resposta. Também tentei contato por email com os outros dois presidentes posteriores da UMU, Giordaninho Dal Rio e Zé André Angotti.
Consegui falar com a Clisaura Bernardes, figura simpatissíssima e apontada pelos primeiros presidentes da UMU, como uma das estudantes mais importantes na fundação da entidade em 1968.
A Clis, amável como já tinha sido quando nos encontramos por causa da minha pós graduação, me ligou certa tarde para me esclarecer que nem ela, nem o seu irmão, Célio Bernardes, lembravam-se do fato narrado pelo Oliveiros. De qualquer forma, a Clis lembrou que o “Baratinha” morou em Uberaba com o Célio, com o Luís Alípio… E que o Baratinha havia tentado, anos antes da fundação da UMU, eleger-se como presidente do Grêmio Estudantil da Faculdade em Uberaba. E que perdeu a eleição…
Isso poderia ser um indício de que a idéia da entidade de Estudantes tenha sido um fato verídico. Mas nem a Clis, nem o irmão lembravam-se do Baratinha na reunião inicial de abril de 1968 no Anfiteatro do Oscar Villares conforme relatado no meu trabalho. Nem lembravam do churrasco comemorativo.
Recebi um email de um leitor do blogue, um empresário mocoquense, que me enviou alguns números de telefones como supostos contatos do Baratinha e os telefones não são do suposto idealizador.
Com certeza chegaremos até ”idealizador esquecido” depois dessas lembranças revividas pelo Oliveiros. Reitero que qualquer trabalho de memória deve ser fundamentado no mínimo colhimento de prova documental pois o tempo coa o que a nossa cuca não deseja relembrar. E às vezes, nos trai demasiadamente pelo desgaste natural da caixola.
Tenho impressão de que o “Baratinha” tenha sido de fato um dos primeiros a idealizar uma semana e uma entidade nos moldes da SUM e da UMU (UME), mas teimo desconfiar de que o fato da pixação não tenha se dado no ano da fundação da UMU que foi em 1968. Vamos retomar os arquivos do Jornal A Mococa, ora pois!
Caso contrário, está provado que a memória das pessoas realmente falham, pois os fundadores oficiais da entidade com quem falei, nenhum referiu-se ao “Baratinha”.
1968 realmente será o ano que não terminará nunca.