09/12/2009, Quarta - Sou carioca, em setembro de 2009 vim morar em São José do Rio Pardo numa fazenda. Feliz por ter finalmente realizado o sonho de viver mais tranqüila no campo, numa gostosa cidade do interior paulista, deixando pra trás, família, amigos e principalmente assaltantes de todos os tipos, e a guerra de traficantes dos morros da “cidade maravilhosa”.
Aos poucos ouvia histórias de assaltos a fazendas na região, mas sinceramente não acreditava que bateriam à minha porta.
Sábado dia 5 de dezembro, às sete horas da manhã, fui acordada por meu marido que entrou rendido com três homens armados e encapuzados no meu quarto.
Durante três horas, vivi cenas de violência e terror, finalmente os bandidos (4 ou 5) fugiram levando tudo que tínhamos de valor e nos deixando amarrados, amordaçados e trancados no porão, éramos sete, inclusive duas crianças aterrorizadas.
Estamos todos amedrontados e eu, sobretudo surpresa com o grau de violência de um lugar como este. Pelo visto, em pouco tempo os bandidos que se multiplicam e se aperfeiçoam com muito mais velocidade do que podem acompanhar os cidadãos comuns e a polícia, estarão a nos atacar em todos os lugares, nas esquinas, nas praças, e nas casas de pessoas de bem.
A polícia tem presos dois suspeitos que parecem ser de Mococa, os outros estão soltos e são uma ameaça a nós e a todos.
O que dizem o prefeito, os vereadores, o governador, a secretaria de segurança pública?
E o que devemos fazer? Unir os fazendeiros de uma grande região produtiva do país e nos armarmos até os dentes? Ou ficaremos acuados, cada qual rezando para não ser a próxima vítima. Ou quem sabe, abandonamos as fazendas e deixamos pra trás anos de dedicação que tanto contribuiu para o PIB do nosso país.
Maria Regina Machado Damasio - 19 36082906