02/12/2009, Quarta - Acompanho as “calientes” discussões políticas que vem sendo realizadas ao longo da existência deste jornal “On-Line”.
De início gostaria de esclarecer algo que talvez outrora mais alguém tentou levantar tal polêmica, porém não alcançou tamanho êxito. A pergunta foi até boa, mais a resposta ficara a desejar.
É incrível que em pleno século XXI as pessoas de uma cidade interiorana “provinciana” ainda consigam confundir alguns termos de formação acadêmica. E desta forma tanto um médico, quanto um dentista, juiz, delegado, advogado e ou veterinário, são tratados da mesma maneira sendo “VENERADOS” de doutores. Bom primeiro que estes são bacharéis e ou licenciados em algumas de suas especificidades.
Depois de tal degrau acadêmico ainda se faz necessário passar por processo seletivo e adentrar no MESTRADO. Algo que em 2 anos de estudos e pesquisa se defende a dissertação. Depois mais um processo seletivo pode se aprovado ingressar no DOUTORADO. E após 5 anos de pesquisa e estudos se defende a tese de doutorado. Vale ainda ressaltar que um licenciado em História não é um Historiador, e sim um professor de História. E que um Contador que é da área de ciências exatas se passa por contador de histórias como um Forest Gump. Separado o germe do trigo sigamos.
A polemica discussão a respeito da U.M.U (União Mocoquense dos Estudantes) e a realização da S.U.M (Semana Universitária Mocoquense). Como me diverti com os textos amadorísticos utilizando de citações de manuais da velha esquerda. Acredito que os escritores tenham lido a introdução-conclusão se não é muito só as orelhas destas obras. E que os restos mortais do velho barbudo “Marx” devem estar remexendo esta hora com tamanha ofensa a sua pessoa.
Ora desde seu surgimento a U.M.U e S.U.M, sempre foi algo voltado aos filhos das elites e que aos poucos foi ganhando conotação mais popular. Em uma cidade em que a cultura é tão escassa, que mal tem um pouco de “Circo” pra juventude? O que se percebe na fala de alguns colunistas é nada mais nada menos que um ranço intrínseco de inveja, de queria ser filho da elite falida, só por “status social”, pois afinal eles estão nas Universidades Públicas ocupando as nossas vagas.
O debate terminara no jornal, porém continua em tramites na justiça, pois um dos colunistas realizara críticas infundadas a respeito de tal instituição e agora responde processo por calunia e difamação.
Outro tema que causara certo furor veio a ser as criticas ao filme de “LULA”. De certa forma jamais a Direita - que diferentemente escrita por um colunista professor - é fascista, separatista, golpista e preconceituosa. Devemos nos conter nas generalizações. Elitista pode até ser que sim mais os demais juntos nem tanto. Como dissera anteriormente, jamais a Direita iria aceitar LULA no poder. Isto é fato indiscutível, assim como não aceitara o filme do mesmo.
E outra qual o problema de ler Revista Veja, Folha de S. Paulo, Estado de S. Paulo? Desde que se leia com certo senso crítico não há problema algum, é óbvio que não sou de concordar com o que estes meios de comunicação publicam. Porém boa parte da “Esquerda” brasileira é burra, isto mesmo burra. Pois si quer se preocupam em ler o que a “Direita” pensa e desta forma poder elaborar estratégias de combate a tais idéias. E outra que carta capital e caros amigos também são duas revistas pequenas burguesas de esquerda, querendo se manter em pleno capitalismo. Assim como o “Le Monde Diplomatiq” o faz na França.
O que mais me admira é que alguns colunistas pseudo-intelectuais, não compreendem que Mococa é o segundo maior colégio eleitoral do Brasil que vota na DIREITA. Portanto não é de se espantar tamanha insatisfação e reprovação a LULA. Que queira ou não, esta sendo o presidente mais popular da história, superando a popularidade de Getulio Vargas. E nenhum outro fez tanto pelas classes mais abastadas quanto LULA. Um nordestino que ingressara como operário no ABC paulista em meados dos anos 1970 e perdera seu dedinho, que para quem entende de mecânica e torno sabe que este dedo não servira para alguma coisa. E sim o dedão ou dedo indicador que faz os movimentos de pinça. Passaram-se algumas décadas envolvido em meio a classe operária, até que se tornara Presidente da República.
E agora a crista da onda é bater na ministra e pré-candidata a presidência Dilma Russef. Por parte de algum colunista “direitista” que não assina suas qualificações- talvez não as tenha, deve ser por isso. “Direita” critica e “Esquerda” defende. “Esquerda” ataca e “Direita” defende. Um verdadeiro jogo de ping-pong pra provar quem sabe mais. Em suma: Partido político é tudo a mesma merda, só mudam as moscas que os sobrevoam.
E enquanto isso acompanhamos denúncias de outros leitores diga-se de passagem mais corajosos que os colunistas. Que trazem a tona os reais problemas enfrentados pela população, tais como: Descaso com a Segurança Pública, ruas esburacadas, praças abandonadas, sistema de saúde escasso e por aí seguem as queixas. Nessa briga de elefantes quem leva a pior é a grama. E nesse caso a grama é e sempre será o povo.
Fica aqui uma última dica. “Direita” e “Esquerda” mocoquense, assistam um filme chamado “A OUTRA HISTÓRIA AMERICANA” direção de Tony Kaye. Tem uma frase incrível que pode ser guardada pra vida. “A VIDA É CURTA DEMAIS PARA SE ODIAR O TEMPO TODO”. Enquanto vocês ficam jogando ping-pong intelectual a cidade morre a míngua.
Grata atenciosamente.
Carmém Andréia Soares Almeida
Contato: casa_nueva@ig.com.br